Todos nós já passamos por isso: Alguém chega até você e diz: “Precisamos conversar”.

O contexto, seja romântico, profissional ou qualquer outro que possa lhe ocorrer não faz grande diferença; O que vem à seguir é, inevitavelmente, uma sessão de feedback.

É normal que este “convite” gere ansiedade, desconforto e nos coloque na defensiva, visto que temos a tendência (inconsciente) de enxergar o outro como alguém superior, mesmo que momentaneamente. 
E, então, surge a pergunta:

Como eu me preparo para a tal conversa?

Dominar o feedback começa com escutá-lo bem, de uma maneira genuinamente interessada.

Isso é de vital importância, porque, apesar de contra-intuitivo, a melhor coisa que você pode fazer para aumentar sua influência  é ouvir de forma ativa e aberta o que o outro tem a dizer sobre você.

Outra coisa que ajuda é saber que  a entrega de feedback nem sempre é uma situação explícita. Aliás, ouso dizer, na maioria das vezes ele é dado de maneira informal, desestruturada e “camuflada” em meio a diversos temas. 
Por isto, sugiro  que você esteja atento aos diversos sinais – verbais ou não. Postura, tom de voz, movimentos; a tal “linguagem corporal” é um elemento muito importante. Preste atenção a este aspecto tanto em você quanto no seu interlocutor.

Um bom truque para garantir o sucesso do encontro é enxergar o feedback como a interseção de duas realidades, porque o que você vê não é o mesmo que os outros vêem.  Como eu sempro digo, toda história tem 3 lados: O seu, o meu e a verdade.

A história que você decidir contar a si mesmo sobre o feedback afetará a forma como você o interpretará e  quais ações tomará em decorrência disso. Lembre-se: você controla a história através de emoções e pensamentos.

Faço aqui uma pequena pausa para um alerta: 

Não somos – de forma alguma – obrigados a aceitar e/ou tomar alguma ação sobre cada coisinha o que o outro tem a nos dizer sobre nós mas reforço ser fundamental parar e escutar. Sem isso, fica impossível processar e aproveitar insights valiosos à partir da  visão do observador sobre seu desempenho na esfera em questão. 

A decisão de quais pontos valem realmente a pena ser considerados e, quem sabe, trabalhados, é decisão exclusivamente sua.  Use o feedback e is insights como balizador desta etapa. 

Como sei se o feedback foi bom?

Em termos práticos, um bom feedback é aquele que fornece uma visão precisa de seus pontos fortes e fracos, para que você possa aproveitar melhor suas fortalezas  trabalhar nos pontos a serem  desenvolvidos mas, em última instância, é você quem determina se a visão é precisa ou não.
Entregue da maneira certa, o feedback é uma janela para o futuro. Ele mostra não apenas o que deu certo ou errado no passado, mas permite entender quais ações [positivas] são repetíveis no futuro.

Outro bom indicativo é perceber se o foco da conversa foi no comportamento e nas ações e não na pessoa e nas suas características pessoais.

Como posso aprender mais sobre dar e receber feedback?

O assunto é extenso e há bastante literatura disponível.Um dos primeiros livros que li sobre tema foi “Obrigado Pelo Feedback“, escrito por Douglas Stone e Sheila Heen.

É uma obra bastante completa e, as vezes, até meio chatinha de ler mas vale a pena, nem que seja a 1a metade, onde os autores solidificam alguns conceitos bem importantes.