Se você leu o título deste texto – e da coluna quinzenal que mantenho por aqui – com um certo desdém e com um ar de “aí tem coisa”, é com você mesmo que quero falar.
Se você, por outro lado, leu como um convite de boas-vindas, fique por aqui também, porque a conversa de hoje é importante para todos nós.

Para começar, sejamos francos: Coaches tem uma imagem péssima no Brasil e não é difícil entender os motivos.

Coach?

O principal deles é a imensa quantidade de oportunistas e com pouca (ou nenhuma) qualificação que se auto-denominam coaches. Essas pessoas atrapalham os coaches sérios, que dedicaram tempo e recursos em uma boa formação e que tem conhecimentos e ferramentas que podem, sim, fazer a diferença na vida daqueles que se dispõem a embarcar nesta jornada de aprimoramento, auto-conhecimento e desbloqueio de todo o seu potencial.

A grande variedade de tipos de coach é mais um desses fatores que atrapalham e confundem os clientes e potenciais clientes.  Algumas destas denominações são sérias e realmente informam a especialidade do profissional- caso dos conhecidos Coach de Carreira, Coach Executivo e Life Coach – mas outras, como “Coach de Namoro” ou variações ainda mais bizarras, apenas dão uma indesejada e incômoda sensação de charlatanismo.

Coach Salva a Pátria?

Há ainda a postura meio “salvador-da-pátria”, geralmente associada a quem promete fórmulas mágicas e resultados imediatos. Isso pode até atrair interessados mas é uma prática insustentável em médio e longo prazos (ainda bem!) pois dificilmente entregará o que oferece.

A lista é vasta e não pára por aqui, mas – para efeitos práticos – creio que já deu para entender o ponto…

<<Tá bom… Está claro que precisamos separar o joio do trigo, mas o que, de fato, faz um coach então?>>

Um bom coach pergunta, instiga e provoca. O tempo todo e sabendo exatamente o que espera obter com isso: Reflexões que levem à descobertas, respostas e, acima de tudo, a ações concretas.

Durante as sessões de atendimento, se estabelece uma parceria criativa com o coachee, sempre procurando maximizar capacidades e analisar pontos-de-vista pouco explorados. Desta forma, há um estímulo para que o próprio cliente possa encontrar as respostas dentro de si, em direção aos resultados pessoais ou profissionais que deseja alcançar.

Costumo defender que o processo de coaching deve ter, como premissa inicial, foco 100% no cliente e nunca no Coach. Este é “só” o navegador do rally mas o piloto – que tem total controle sobre a situação –  é sempre o coachee.

Falo também que nenhum cliente está “quebrado” e, sendo assim, não há nada a ser consertado. O que existe são oportunidades de evolução, melhoria e crescimento contínuos e é sobre esta plataforma que o trabalho se desenvolve.

Este espaço irá funcionar apoioado nesta mesma lógica, com perguntas, troca de idéias e muita evolução.

Fiquem à vontade para sugerir temas, perguntar e contar suas histórias. Quem sabe uma delas não serve de inspiração para um novo texto?

Vem comigo!