Perdemos uma lenda hoje. Diego Armando Maradona, o maior jogador da história da Argentina, nos deixou neste dia 25 de novembro do fatídico ano de 2020.
Eu tive a oportunidade de vê-lo jogar no estádio uma vez, aqui em casa, no Morumbi. Em um sábado nublado, dia 27 de março de 1993.
Era um amistoso, sendo tratado pelo São Paulo como um jogo de entrega de faixa pelo título mundial de 1992, contra o Barcelona. Mas para o Maradona era mais um recomeço. Recém-chegado ao Sevilla, Don Diego tinha 8 amistosos para serem negociados por sua empresa.
Eu queria ver esse cara de perto da saudosa numerada inferior do Morumbi, mas acabei indo com meu Tio e ficamos nas cativas.

Eu ainda odiava esse cara e o passe que ele tinha dado para o Canniggia na copa de 1990 e o que vi foi um cara um pouco fora de forma, mas com um toque de bola incomparável, uma visão de jogo que poucos jogadores tinham, com passes rápidos, pouca bola no pé, lançamentos precisos. E ela também estave presente – “la mano de Diós”, em um lance no meio do campo no início da partida.

Mas quem brilhou naquele dia foi o Rai, fazendo os dois gols da partida.

Você pode ver o jogo aqui:

Seu gol mais bonito

Mas é impossível falar de Maradona apenas por um jogo amistoso. Impossível não lembrar do gol mais espetacular que eu vi, ao vivo, em minha carreira de torcedor, um gol que abrilhantou ainda mais aquela copa que quase não aconteceu.
No ano anterior o México tinha sido devastado pelo mais terrível terremoto, a copa correu risco de precisar ser trocada de país, mas o Gênio fez essa pintura (que virou até um livro animado).

E que fiquemos com a melhor imagem do craque. RIP Don Diego. Rip Maradona. Meus mais sinceros pêsames ao povo Argentino.