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Ambiente de trabalho – O novo normal

Estive ausente deste espaço nas últimas 4 semanas e, durante este tempo, uma das coisas em que mais tenho pensado é em como será o ambiente de trabalho neste “novo normal”.

O próprio conceito de ambiente (workplace) já foi transformado, de forma irremediável. Home Office já não é apenas mais um conceito moderninho e “coisa de startup” e sim realidade para empresas de todos os setores e tamanhos. Há, inclusive, quem diga que ao fim da quarentena muitos escritórios serão reduzidos, quando não completamente fechados, com a força de trabalho distribuída e operando de forma virtualizada.

Em razão disto, a demanda por trabalhadores remotos altamente qualificados continuará aumentando e esta é uma oportunidade para quem reside fora dos grandes centros ou mesmo para quem deseja trabalhar para uma empresa localizada em outra cidade.

[O processo de recrutamento e seleção também vai ter que mudar, mas isso é assunto para outro dia, outra coluna]

Muda também a forma como seremos avaliados. Finalmente a qualidade das entregas será mais importante que o tempo de bunda na cadeira. Flexibilidade – seja de horário ou de local – é a palavra de ordem.

O impacto deste novo cenário é também bastante visível nas posições de liderança.

Líderes devem prestar atenção, para garantir uma comunicação cristalina com expectativas, prioridades, objetivos e métricas de desempenho sendo transmitidos de forma nítida e orientada a resultados. Confiança e empatia se fazem mais necessárias do que nunca.

Este é, obviamente, um aspecto fundamental para que as as metas possam ser atingidas com sucesso e de forma eficiente mas é ainda mais importante permitir e estimular diálogos, entre colegas, entre equipes, com o chefe, com funcionários e com a comunidade maior. Ferramentas digitais, como Zoom, Slack, MS Teams, Trello e tantas outras podem ser boas aliadas neste desafio. Certamente voltarei a este assunto em uma próxima oportunidade.
A maneira de motivar os funcionários é mais um item que  precisará (se é que este processo já não começou) passar por uma profunda revisão. Mudam os valores, muda a forma de lidar com eles. O que não muda é a necessidade de ser cuidadoso com o outro e com a humanidade que cada um de nós traz, inevitavelmente, ao trabalho. 

Falando em Humanidade, é fato que estamos mais abertos a compartilhar (e ver/ouvir) sobre aspectos pessoais – e as vezes íntimos –  daqueles que trabalham conosco.

Dois exemplos claros para ilustrar: 

Ao abrir a câmera para uma vídeo chamada, permitimos uma espiadinha em nossa casa e, em contra-partida,  temos a oportunidade de saber um pouco sobre como vivem nossos companheiros de trabalho ou o presidente da empresa. 

Como é a decoração da casa deles? O que esses elementos nos contam sobre suas personalidades?

O outro exemplo , diz respeito à tolerância

Se, no passado, procurávamos esconder ruídos externos e era praticamente um pecado que seu filho passasse atrás de você e aparecesse, ainda que de forma fugaz, na câmera, hoje em dia isso não incomoda mais. Pelo contrário. Perdi a conta de quantas vezes a presença de uma criança ou adolescente, mesmo que por breves segundos, sucitou boas conversas informais, algo que eu ja defendia ser vital, antes mesmo da quarentena.
Isto tudo é, porém, apenas a ponta do iceberg e há muito mais por vir.
Enquanto entramos nesta nova fase, meus votos são para que tenhamos a serenidade para aproveitar este período e para refletirmos e nos adaptarmos a este cenário, que veio para ficar.

E quer saber? Ainda bem!

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