O jargão da moda no mundo corporativo , presente ao longo de boa parte de 2019, é a famigerada “transformação digital”.

Embora eu concorde com a sua importância e necessidade, entendo que o foco nem sempre é dado àquilo que, de fato, importa: as pessoas e as conexões humanas.

Em 2020, o profissional bem-sucedido será aquele que souber como desenvolver o maior número de “soft-skills” que lhe permitam acelerar a sua própria revolução e a sua própria transformação e o ponto central disso tudo é justamente a conexão com nós mesmos, com aqueles ao nosso redor e com o ambiente que nos cerca. 

Growth mindset

O primeiro passo desta jornada é adotar uma atitude mental mais ampla e inclusiva, o chamado “growth mindset”. O termo foi cunhado pela professora de psicologia na Universidade Stanford, Carol S. Dweck.  Segundo ela, uma atitude mental de crescimento se baseia na crença de que os talentos e as capacidades pessoais não nos são automaticamente dados, mas desenvolvem-se com o esforço e o trabalho.

Outro ponto importante para o desenvolvimento pessoal e profissional é a capacidade de buscar novos conhecimentos, derrubando antigos paradigmas e desconstruindo as nossas verdades absolutas. 

Como diz o pensador norte-americano Alvin Toffler (1928-2016): “O analfabeto do século 21 não será aquele que não consegue ler e escrever, mas aquele que não consegue aprender, desaprender e reaprender”.

Escutar

Escuta ativa, a capacidade de se concentrar, compreender , responder e lembrar-se do que está sendo dito  é mais uma das habilidades que considero essenciais para o profissional moderno e em linha com seu tempo. 

Esse estado requer atenção plena e o cuidado de se estar presente a cada momento, no aqui-e-agora.  Entre outras coisas, é para isso que serve a meditação, prática cada vez mais difundida entre executivos e em escritórios no mundo todo, a ponto de o Google haver desenvolvido o seu próprio programa de Mindfulness, chamado SYI – Search Inside Yourself. 

Pensamento crítico, é a  capacidade de analisar informações objetivamente e fazer um julgamento fundamentado.  Em tempos de abundância de informação, o domínio desta habilidade envolve a avaliação de dados, fatos, fenômenos observáveis ​​e resultados de pesquisas.

Esta postura pode ser catalisada quando associada à uma atitude voltada à resolução de problemas. 

Vulnerabilidade não é ruim

A quinta, mas longe de ser a última das competências que farão a diferença em 2020 e além, é assumir sua vulnerabilidade. Poucas coisas são mais humanas que isso. Todos temos medos, anseios e “fantasmas”. Reconhecê-los é só o começo mas aprender a conviver com eles é o que nos torna realmente potentes. 

Aceita o convite para colocar esta jornada de desenvolvimento na sua lista de resoluções para o Ano Novo?